O diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para garantir que a criança receba as intervenções adequadas o mais cedo possível. Pesquisas mostram que intervenções iniciadas antes dos 3 anos de idade podem ter impactos significativos no desenvolvimento cognitivo, social e comunicativo da criança.
O cérebro dos bebês possui uma plasticidade neural extraordinária nos primeiros anos de vida. Isso significa que, com estimulação adequada, é possível criar novas conexões neurais e fortalecer as existentes, compensando parcialmente as áreas afetadas pelo TEA.
Embora o autismo geralmente seja diagnosticado após os 2 anos, alguns sinais sutis podem ser observados muito antes. É importante ressaltar que a presença de um ou dois sinais isolados não indica necessariamente autismo.
Pouco ou nenhum contato visual durante a amamentação ou interações
Ausência de sorriso social (não sorri em resposta a estímulos sociais)
Não acompanha objetos ou rostos com o olhar
Pouca reação a sons familiares, como a voz dos pais
Rigidez corporal ou, ao contrário, hipotonia muscular excessiva
Nesta fase, os sinais tendem a se tornar mais evidentes, pois é esperado que o bebê já demonstre maior interação social e interesse pelo ambiente.
Não balbucia ou produz sons variados
Não responde ao próprio nome quando chamado
Não aponta para objetos ou pessoas de interesse
Não faz gestos como acenar ‘tchau’ ou bater palmas
Movimentos repetitivos com as mãos ou objetos
Interesse restrito em partes específicas de brinquedos (ex: rodinhas)
Se você observar vários dos sinais mencionados, é importante consultar o pediatra da criança. O profissional poderá realizar uma avaliação inicial e, se necessário, encaminhar para especialistas como neuropediatras e psicólogos do desenvolvimento.
O M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers) é um questionário de triagem amplamente utilizado para identificar sinais de risco de autismo em crianças de 16 a 30 meses. Ele pode ser aplicado por pais e profissionais de saúde e está disponível gratuitamente aqui nesse BLOG, na coluna ao lado.
Os pais e cuidadores são os melhores observadores do desenvolvimento da criança. Mantenha um diário de marcos do desenvolvimento e compartilhe suas observações com o pediatra. Confie nos seus instintos — se algo parecer diferente, não hesite em buscar orientação profissional.